O dia do casamento hora a hora, do ponto de vista de quem filma

Doze a catorze horas em quatro blocos com regras diferentes: preparativos, cerimónia, retrato e festa. O que faço em cada um, e o que vos peço — que é pouco.

Doze a catorze horas em quatro blocos com regras diferentes: preparativos, cerimónia, retrato e festa. O que faço em cada um, e o que vos peço — que é pouco.

Mais disponibilidade nas quintas, preços mais baixos e a data que se quer. O que muda de verdade é a lista de convidados e o horário da luz.

Vocês decidem o que é publicado, por escrito, e não é tudo ou nada. Há ainda um segundo acordo — o do fotógrafo — que muita gente não sabe que existe.

Chego antes de estarem à minha espera, por duas razões: ver de onde vem a luz com a casa ainda vazia, e deixar de ser uma novidade antes de começar o que importa.

Quem manda é o celebrante, e varia de paróquia para paróquia. O que se combina antes, onde se pode estar, e porque é que nunca discuto por causa de um ângulo.

Serve para mostrar o sítio, uma chegada e o fogo de artifício. Não voa na cerimónia nem sobre os convidados — e há regras da ANAC que decidem isso, não o gosto.

Os votos, o celebrante, o brinde antes de falhar a voz. Um plano falhado substitui-se por outro; um discurso falhado não se substitui por nada.

Quem fica de que lado na entrada, quem manda na hora do retrato, e quando é que se liga uma luz. A conversa de cinco minutos que evita duas equipas a tropeçar.

Teaser em 72 horas, filme final entre 60 e 90 dias. Porque é que o prazo é esse, e porque é que um prazo curto em plena época alta deve fazer desconfiar.

Filma-se na mesma. A luz fica suave, os guarda-chuvas dão planos que num dia de sol não existem, e o que muda é o plano do dia — não o resultado.