Quanto custa um vídeo de casamento em Portugal

Um vídeo de casamento comigo custa 500 €: dia inteiro, teaser em 72 horas e filme final. O que está incluído, o que as opções acrescentam, e porque é que um estúdio cobra três vezes mais.

Um vídeo de casamento comigo custa 500 €. É o dia inteiro filmado, o teaser em 72 horas e o filme final montado. Sem letras pequenas e sem pacote de entrada com metade das coisas de fora.

Escrevo o número na primeira linha de propósito. Esta é a pergunta mais pesquisada de todas e a que menos gente responde — toda a gente escreve “cada casamento é único, peça orçamento”. Vocês estão a fazer contas para um dia inteiro e merecem saber em que campeonato estão a entrar antes de perderem três semanas a pedir propostas.

O que estão a comprar por 500 €

  • O dia inteiro — dos preparativos ao fim da festa, doze a catorze horas
  • Som gravado a sério — vários pontos em simultâneo, com redundância
  • Teaser em 72 horas — cerca de um minuto, a tempo de mostrarem na semana a seguir
  • Filme final entre 60 e 90 dias — 15 a 30 minutos
  • Deslocação sem custo até 100 km de Barcelos

Um casamento por dia, sempre. Não aceito dois no mesmo fim de semana, e isso não é uma frase de venda — é a razão pela qual o vosso filme não vai ser montado à pressa entre dois outros.

As opções, e o que cada uma acrescenta

Estas não estão incluídas. Digo-vos o valor quando souber a combinação que querem, porque depende do local e do dia.

Filme documental

Um vídeo à parte, com pouca edição e sem música por cima, que preserva o áudio original — a música que tocou mesmo na igreja, a voz do celebrante, o som da quinta.

Não é para publicar em lado nenhum. É para ver daqui a quinze anos. É a opção que mais gente me agradece anos depois, e é a que quase ninguém oferece.

Captação com drone

Planos aéreos da quinta, do vale à volta e dos locais de preparação. Serve para uma coisa e fá-la melhor do que tudo: mostrar onde é.

Não voa durante a cerimónia. Ouve-se, entra em todos os microfones, e distrai toda a gente — incluindo vocês.

Same day edit

Um filme curto montado no próprio dia e mostrado ainda durante a festa. Filmo de manhã, monto durante a tarde, e à noite os convidados vêem o dia que acabaram de viver.

É o que mais reacção provoca de tudo o que faço, e é também o que mais exige: implica levar a montagem para o local e trabalhar enquanto o casamento decorre.

Porque é que um estúdio cobra três vezes mais

Se pedirem orçamentos por aí, vão encontrar valores muito acima deste. Não é roubo, e a diferença não está no filme.

Está na estrutura.

Um estúdio tem equipa, comercial, escritório, contabilidade e, muitas vezes, dois operadores no mesmo casamento. Tudo isso é real, tudo isso é trabalho, e tudo isso tem de estar no preço. Uma produtora que cobrasse 500 € por casamento fechava em dois anos — não por ser má, por ser aritmética.

Eu sou uma pessoa. Não tenho escritório, não tenho comercial, não tenho ninguém a quem pagar comissão, e não tenho de sustentar uma equipa entre Outubro e Maio. Trabalho a partir de casa, em Barcelos, e o meu custo fixo é o equipamento e o meu tempo.

É por isso que consigo cobrar 500 € sem cortar em nada do que interessa: o mesmo dia inteiro, o mesmo som, os mesmos prazos escritos.

E digo-vos a objecção antes de a pensarem: preço mais baixo também pode significar alguém a começar, e vocês têm todo o direito de desconfiar disso. A maneira de resolver não é a minha palavra. É verem um filme inteiro, com som, do princípio ao fim — estão no site, sem terem de pedir nada em troca. Escrevi também, sem rodeios, o que costuma faltar num vídeo de casamento barato — e quando é que barato corre bem.

O que faz o preço variar de verdade

Não é a câmara. É o que toda a gente pensa e é quase sempre irrelevante — a diferença entre uma câmara de 2.000 € e uma de 6.000 € não se vê num casamento montado.

O que faz o preço é o tempo. Um casamento filmado do princípio ao fim são doze a catorze horas em pé, mais a viagem, mais a véspera a preparar, mais a segunda-feira inteira parada para montar o teaser. E depois a montagem do filme final, que são dias, não horas.

Há aqui uma coisa que vale a pena perceberem, porque muda as perguntas que vão fazer: filmar e montar são dois trabalhos diferentes, com custos diferentes. Há quem venda só o dia de filmagem. Há quem venda o filme acabado. Quando compararem propostas, confirmem qual das duas coisas está lá dentro — é a origem de metade dos mal-entendidos.

Três outras coisas mexem no preço de forma concreta: se é um operador ou dois, o que está incluído e o que é opção paga, e quantas horas do dia é que a pessoa fica. Um vídeo que acaba no corte do bolo é mais barato do que um que fica até ao fim da festa — e às vezes o casal só descobre isso na véspera. Sobre a primeira dessas três, escrevi o que muda de verdade entre um operador e dois. E se estiverem a comparar propostas, vale a pena conhecer as sete linhas de um orçamento onde nascem os mal-entendidos.

A deslocação também conta. Até 100 km de Barcelos não há custo nenhum. Acima disso há, vai discriminado no orçamento, e se for longe ao ponto de não dar para ir e voltar entra a dormida da véspera — que me interessa a mim tanto como a vocês, porque chego de manhã descansado e já com o espaço visto.

Porque é que o preço a um fotógrafo não é o mesmo

Uma boa parte do meu trabalho não chega directamente de casais. Chega de fotógrafos e estúdios que vendem o pacote completo e me subcontratam a parte do vídeo. E o valor que cobro a um fotógrafo é mais baixo do que o que cobro a um casal.

Quando um casal me contrata, eu vendo. Há mensagens, há uma chamada ou um café, há contrato, há explicar o que é um teaser e o que é um filme documental, há responder a dúvidas durante meses, e há o risco de a data ficar presa enquanto alguém decide. Isso é trabalho e está no preço.

Quando um fotógrafo me contrata, nada disso existe. Ele já vendeu, já explicou, já lidou com o cliente e assume o risco todo. Chega-me uma data, um local e um briefing de dois minutos. É o mesmo dia de trabalho, mas é metade da operação — e vem em volume, porque um fotógrafo com quem trabalho bem traz-me casamentos todos os anos.

Digo-vos isto por escrito porque faz parte de perceber o mercado, e porque não gosto de fingir que os preços caem do céu.

O que não deve pesar na decisão

Não escolham por causa de uma lista de material. Toda a gente escreve as mesmas marcas.

Escolham pelo que vêem montado, do princípio ao fim, e pelo que ouvem. Um filme de trinta segundos com música por cima esconde tudo. Peçam um filme inteiro, com o som que o dia teve. É aí que se percebe quem sabe.

E olhem para os prazos que a pessoa escreve. Se disser trinta dias para o filme final em plena época alta, ou tem equipa de montagem, ou vai falhar. Eu digo 60 a 90 dias e explico por extenso porquê — digo o número mais alto de propósito.

Digam-me a data

É a única coisa de que preciso para vos responder a sério.

Filmo um casamento por dia. Não é técnica de vendas — é que quem aceita dois no mesmo dia divide a atenção e acumula material que vai ter de montar à pressa. Mas tem uma consequência prática para vocês: a vossa data ou está livre ou não está, e os sábados de Junho a Setembro fecham com muitos meses de antecedência.

Mandem-me a data e o local. Respondo a dizer se estou livre — e se não estiver, digo-vos logo, em vez de vos deixar à espera enquanto procuram alternativas.

Se estiver, digo-vos o valor certo para as opções que quiserem. E se já filmei nessa quinta, digo-vos o que aprendi sobre filmar lá: onde é a melhor luz ao fim da tarde, onde é que o som se complica, onde me consigo pôr sem estar no meio.

Não vos mando brochura nenhuma. Mando números e uma resposta.

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