Filmar um evento não é filmar um casamento com outro nome. As pessoas não estão ali por si próprias, estão ali por causa de uma organização; o que se passa não se repete mas também não é privado; e no fim quem paga precisa de qualquer coisa que sirva para alguma coisa — não apenas de um registo bonito.
Trabalho a partir de Barcelos e filmo eventos no Minho e no resto do país: conferências, inaugurações, formações, jantares de empresa, espetáculos e feiras.
O vídeo só carrega quando carregar em play. Até lá, nada é pedido ao YouTube.
A pergunta que vem antes de todas: para que é o vídeo?
É a primeira coisa que pergunto, e muda tudo o resto — quantas câmaras, onde é que elas ficam, e sobretudo quanto tempo demora a entrega.
- Um resumo para redes sociais. Um a dois minutos, ritmo rápido, formato vertical ou quadrado além do horizontal. Serve para publicar na semana seguinte, enquanto o evento ainda interessa a alguém.
- Um vídeo institucional a partir do evento. Três a cinco minutos, com testemunhos gravados ao lado, para o site e para apresentações. É o que dura mais tempo e o que costuma dar mais retorno.
- O registo integral. As intervenções gravadas de ponta a ponta, com bom som, para arquivo ou para quem não pôde estar presente. Pouca montagem, muito valor prático.
- Excertos para o próximo ano. Material para vender a edição seguinte. É a utilização mais rentável de todas, e a que menos gente planeia.
Um evento pode dar os quatro, mas só se isso for decidido antes. Depois do evento já não há forma de gravar o testemunho do orador que se foi embora.
O que costuma correr mal, e o que faço para evitar
O som da sala
É o problema número um dos vídeos de evento, e é o mais fácil de resolver: liga-se o gravador diretamente à mesa de som, em vez de se gravar o altifalante com um microfone na câmara. A diferença entre as duas coisas é abissal e ouve-se em dois segundos.
Levo sempre gravação de reserva. Um orador não repete a intervenção porque o áudio falhou.
A luz do palco
Palcos são desenhados para quem está na plateia, não para câmaras. Costumam ter contraste altíssimo — cara escura contra ecrã brilhante — e luzes que mudam de cor a meio de uma frase. Resolve-se com posicionamento e expondo para a cara, não para o ecrã, e resolve-se sobretudo por chegar antes de a sala abrir.
A câmara à frente das pessoas
Num evento, quem está a filmar não pode passar a ser o assunto. Trabalho com lentes compridas do fundo da sala sempre que é possível, e movo-me entre intervenções, não durante.
Ninguém avisou os participantes
Isto é da organização, não minha, mas afeta o resultado e por isso levanto-o sempre: num evento com público, a captação de imagem deve estar sinalizada e prevista nas condições de inscrição. Facilita a vida a toda a gente e evita conversas desagradáveis a meio do dia.
Vídeo institucional e de produto
Fora dos eventos, faço também vídeo para empresas: apresentação de espaço, produto, processo de fabrico, formação interna.
O vídeo só carrega quando carregar em play. Até lá, nada é pedido ao YouTube.
São trabalhos com um ritmo diferente do de um casamento: há guião, há segunda oportunidade, e há uma conversa antes sobre o que é que o vídeo tem de fazer acontecer. Também têm uma vantagem prática — quase sempre posso mostrá-los, o que num casamento raramente acontece.
O que preciso de saber para orçamentar
- Que dia é, e quantas horas dura
- Onde é
- Para que serve o vídeo, e onde vai ser publicado
- Há mesa de som? Há quem a opere?
- Quando é que precisa da entrega
Com isto respondo com um valor discriminado. Num raio de 100 km a partir de Barcelos não há custo de deslocação; fora disso, vem separado no orçamento.
Escreva-me com a data. Se o prazo for apertado, diga-o logo — às vezes dá, e é melhor sabermos os dois depressa.

